Inteligência organizativa: uma discussão sobre a parte e o todo

Resumo Procura-se, neste artigo, defender a tese de que o processo de complexificação da natureza não ocorreu juntando-se partes, mas articulando-se totalidades. Para tanto, impõe-se reparar alguns equívocos conceituais aos quais se incorre ao se considerar confiável apenas o modo científico e analítico de pensar – amparados na convicção de ser esse o procedimento inferencial que, alinhado aos ditames da lógica clássica, possui escopo para fornecer certezas. Apesar de sua inegável eficiência, denuncia-se aqui limites da ciência analítica moderna, não por ser analítica, mas por induzir a crença de que analisando detalhadamente as partes, logra-se compreender o todo, quando na verdade, o todo transcende a soma das partes. Denuncia-se também a metodologia científica ao decompor totalidades em partes e sugerir que existam no mundo partes autônomas e independentes que possam ser reunidas para construir totalidades, quando inexiste no universo um fenômeno de segunda categoria chamado parte: o mundo somente admite a existência de totalidades. Denuncia-se, finalmente, limites do modo analítico de fazer ciência, porque induz a pensar que complexidade crescente e totalidades são obtidas reunindo e justapondo partes, quando na verdade, a complexidade crescente somente pode ser obtida pela inteligente articulação de totalidades bem constituídas. Considera-se o tema relevante não pelo que textualmente afirma, mas pelas inferências que pode despertar no leitor atento.                                     Ver artigo completo

Rubi Rodrigues, Jônatas Rodrigues

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