Em busca do modelo filosófico de Platão

Esta comunicação foi elaborada para o encontro da Sociedade Brasileira de Platonistas (SBP), programado para 2019, no Rio de Janeiro, transferido para 2020, e, finalmente, cancelado em razão da pandemia. Como é de conhecimento geral, os estudos acadêmicos da obra de Platão, mundo afora, acalentam a esperança de identificar, nos diálogos, as peças soltas de um quebra-cabeça que permita formalizar o sistema filosófico que presidia aquele tão peculiar modo platônico de pensar. A tese das chamadas doutrinas não escritas de Platão, patrocinada pelas escolas de Tübingen e de Milão, na segunda metade do século XX, constitui a expressão mais clara dessa busca. Em termos metodológicos, esse objetivo tem sido perseguido mediante perspectiva hermenêutica que tem sido capaz de revelar preciosos sentidos que passaram séculos despercebidos, mas, também, tem revelado pontos que se configuram estranhos e que não se ajustam à agudeza e à genialidade geral expressa na obra. Tendo em vista essas incongruências, tentamos, aqui, considerando uma abordagem diferente, invertendo o sentido analítico usual da parte para o todo, formular uma hipótese sobre o todo e, depois, partindo do todo para a parte, verificar em que medida esse todo recepciona as teses de Platão. Podemos encaminhar essa abordagem com a seguinte pergunta: qual o modelo filosófico capaz de recepcionar as teses contidas nos diálogos de Platão e, virtualmente, indicar o sentido geral à obra?

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