A ORDEM

O universo aparenta ser organizado. Como é que ele surgiu e como funciona? Qual é o papel da humanidade no universo? Por que a natureza instrumentalizou o homem com consciência e livre arbítrio? Qual é o espaço de possibilidades de atuação da humanidade no universo? O que faço, neste planeta, vestido de homem? O que a natureza humana, individualmente, potencializa-me? Que ordem é essa que confere unidade ao universo? Esse é o tipo de questão que me motiva. Passei a vida tentando, sem sucesso, fazer-me entender. Desisti. Rendi-me ao óbvio: entender é problema do leitor. A obrigação do autor é ter o que dizer, restringir-se ao que importa e ser honesto com o leitor, expondo, fielmente, o que pensa. Este trabalho também não obedece aos cânones da Academia. Limitar-me-ei a colocar a tese de partida que afirma que o universo possui ordem e tentarei, a partir dela, desdobrar possíveis sentenças derivadas que sejam, lógica, geométrica e matematicamente, sancionadas. Tampouco pretendo esgotar o tema, mas apenas reunir um conjunto de sentenças suficientes para estabelecer os marcos de visão de mundo que, imagino, receberia a aquiescência ou, no mínimo, a complacência de Pitágoras e de Platão. No fechamento, tentarei situar a concepção, no âmbito das filosofias pós-kantianas, com a intenção expressa de, liminarmente, evitar que seja rotulada de realista ou idealista.

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