a ferida que nunca cicatriza

Home Fóruns HUMANIDADE, RAZÃO & EMOÇÃO a ferida que nunca cicatriza

Este tópico contém respostas, possui 2 vozes e foi atualizado pela última vez por  Ricardo Mendes 3 anos, 9 mes atrás.

Visualizando 3 posts - 1 até 3 (de 3 do total)
  • Autor
    Posts
  • #554

    Ricardo Mendes
    Participante

    Droga, a substituição: Entender esse processo insano das drogas faz nos reportar ao nosso descaso e nossa grande desídia nas obrigações sociais. Evidentemente ela tem origem na grande desigualdade presente em todos os ambitos, e no egoísmo nato do século atual. É evidente que drogar-se também faz parte da insatisfação geral e irrestrita que acompanha o ser com a evolução. De fato drogar-se ou anestesiar-se nos acompanha desde os primórdios da civilização, em todas as inimagináveis formas. Combater inscreve grande desafio, virtualmente impossível e parece uma grande história a la branca de neve, pois como destruir a insatisfação generalizada que afeta todos? Enfim há de se concordar que os fins não justificam os meios principalmente quando se fala de todas as inversões de valores que se processaram ao longo da nossa evolução, onde o que é certo ou errado nem sempre se interpõe, Pessoas que necessitam se drogar para suportar o dia a dia desigual e desonesto ja é comum em todas as classes sociais, intelectuais e adjacências, mas se trata de saber o que fazer com a grande pandemia da insatisfação social, política e econômica que dizima tantos ao longo do dia e dia após dia. É fato que sempre em que houver procura vai haver um fornecedor queiram ou não, a sociedade sempre vai precisar de alguém para fazer o trabalho sujo. Medidas são tomadas levanta-se uma grande bandeira mundial de combate ao grande flagelo social que dizima sem dó todos e evidentemente continuará a dizimar independentemente de esforços admiráveis de pessoas que se sensibilizam com a destruição de tantos. E o que fazer com o ser que nunca se sente feliz ou consegue preencher esse grande vazio que se torna evidente com o homem tecnológico, inventivo, soberbo que não consegue se preservar. Não há com vangloriar-se daquilo que se conseguiu brilhantemente ao longo da evolução, se eticamente falando, continuamos socialmente nos primórdios da idade da pedra. Como podemos ser inimigos de nós que necessitamos um dos outros para continuar? Seria fantástica a existência de uma substancia que nos fizesse sonhar com as igualdades sem nos prejudicar, acreditando no nosso futuro, deixar nossas hipocrisias de lado, pensando no todo, todos os homens, e seres de uma forma humana e igual, tentando a felicidade sem barreiras mentais, confiando com afeto uns nos outros…

    #564

    Caro Ricardo
    Tocas num assunto sobre o qual nunca me dediquei seriamente. Em função da tua profissão tens mais experiência que eu na questão, De qualquer forma me parece adequado teu diagnóstico indicando que as motivações básicas situam-se no plano do equilíbrio mental dos indivíduos, afetado por angústias e insatisfações de toda ordem, confrontadas com a pequenez e a impotência individual para fazer frente a elas. Parece-me relevante também o teu destaque de que o uso de drogas constitui ocorrência que se perde na noite dos tempos. Sobre angústia tive minha experiência pessoal e sei exatamente do que se trata. Em torno dos trinta anos enfrentei minha angústia maior. Tinha uma companheira exemplar que até hoje está ao meu lado, filhos lindos e saudáveis, já tinha resolvido as questões econômicas básicas, casa, carro, bom salário, um emprego onde era bem quisto, etc. No entanto, passei dez meses descendo à noite depois do jantar, sentando na ponta dos pilotis olhando a noite e perguntando ao cosmo se a vida era só isso e não acreditando que eu tivesse vindo à vida apenas para isso. Acumular fortuna nunca me atraiu e embora levasse uma vida tranqüila, não estava satisfeito. Não era possível que a vida se resumisse a isso: casar, ter filhos, ser feliz. Questionei tanto e tão intensamente o universo e o meu ser, que, de repente, apareceu Sampaio com suas lógicas e suas teorias. Passei trinta dias no Rio de Janeiro participando de um treinamento gerencial onde a questão básica era Filosofia e quando voltei já estava engrenado no projeto de conseguir fazer uso consciente e metódico da razão que até hoje me acompanha e me energiza.
    Imagino que o amigo deve ter conhecimento de casos em que a angústia tenha sido causada por agressões e violências inimagináveis, mas esse meu exemplo sem qualquer presença de violência, serve para indicar que os desequilíbrios mentais que potencializam o uso de drogas podem ter as mais diversas origens. Eu na época fumava cigarros – que não deixam de ser uma droga -, e não sei se isso indica que a angústia gere alguma propensão às drogas. De qualquer forma tenho a impressão que caso não tivesse encontrado um desafio capaz de envolver todo o meu ser, possivelmente teria meu equilíbrio mental comprometido sem ser portador de qualquer patologia física. Desde então, passaram-se quarenta anos e hoje sinto-me em harmonia com a natureza, com o cosmo e com a vida e cultivo serenidade porque o logos me facultou uma compreensão de como o universo surgiu e funciona. É claro que se trata de um saber provisório que amanhã deverá ser superado, mas hoje ele propicia esse equilíbrio e essa harmonização do meu ser no mundo. Assim Ricardo, não sei como enfrentar a pandemia das drogas, apenas posso oferecer esse exemplo e disponibilizar para todos os que procuram as informações que coletei no percurso e o modelo de entendimento que eliminou do meu ser qualquer resquício de angústia. Percebo que a humanidade está desorientada e enfrenta muitas dificuldades para distinguir o que lhe convém e o que a prejudica e penso que colocar ordem no pensar e ampliar o discernimento geral dos homens constitui tarefa útil que pode mostrar uma saída. Leia o Capitulo 4 do Projeto e veja que no Mito da Caverna Platão já indicou o tipo de problema que a humanidade enfrenta, dentro do qual as drogas são um exemplo representativo. Aliais o Projeto deste site procura enfrentar essas coisas na sua raiz: as crenças que determinam o modelo civilizatório. Somente com outras crenças ajustadas à natureza produziremos um mundo melhor.

    #709

    Ricardo Mendes
    Participante

    Fico admirado o presidente do Uruguai falar de um modelo civilizatorio provavelmente exclusivo para sua nação sugerindo as nações menos pensantes a liberação do uso da maconha ,,que resolveriam o problema de seus governos,,mas num modelo civilizatorio onde sempre as vitimas são os que não tiveram oportunidades e onde acredita-se na liberação do seu uso como uma forma de diminuir o narcotráfico uma grande bandeira visando provavelmente a ordem e progresso de seu pais sem um serviço qualificado de prevenção e tratamento ,mas uma vez a lei sempre fica com os mais fortes ,esquecendo os fracos ,bem AmigoRubi acredito que deva existir mesmo vários deuses pois um Deus unico não iria permitir injustiças com todos os seus filhos quem sabe quando a humanidade estiver evoluida compartilhando dividindo conhecimento sendo honesta com todos os homens passe a haver um só Deus,fases da evolução humana deuses aprendendo com outros deuses até que o planeta terra seja com o que ainda sobrou dele se tornar umplaneta de todos os povos com seus martires suas experiencias ,cobaias com distorções erroneas causadas pelo homem e a natureza independente do homem e tambem provocada pelo homem,,,e aí o que surgira fica a grande duvida que ninguem consegue provar com fé ou ciencia……..desculpe os erros minha filha de 2 anos quase destruiu meu notebook

Visualizando 3 posts - 1 até 3 (de 3 do total)

Você deve fazer login para responder a este tópico.